O ex-diretor financeiro da Paróquia de São Leão Magno, em Lincroft, Nova Jersey, declarou-se culpado de ter desviado quantias que chegam a quase US$ 675 mil dos cofres da igreja para custear um “estilo de vida luxuoso”.
A admissão foi formalizada em 15 de maio de 2026, segundo comunicado do gabinete da procuradora-geral estadual, Jennifer Davenport. Joseph Manzi, de 78 anos, assumiu culpa por uma acusação de furto de segundo grau por apropriação indevida e outra de terceiro grau por apresentar declaração de imposto fraudulenta.
Como o esquema foi descoberto
Funcionários da paróquia identificaram, em outubro de 2025, cobranças não autorizadas nos cartões de crédito institucionais. A investigação estadual concluiu que Manzi usou esses cartões para gastos pessoais, incluindo pagamentos médicos e odontológicos, ingressos para eventos esportivos, viagens de pesca fretadas e a compra de um SUV Cadillac.
Valores e ações judiciais
No início, o Ministério Público apontou um prejuízo de cerca de US$ 500 mil; o valor subiu para quase US$ 675 mil após novas apurações, que seguem em andamento em busca de possíveis somas adicionais.
Paralelamente, em agosto de 2025, a paróquia havia ingressado com uma ação civil acusando Manzi de ter subtraído mais de US$ 1,5 milhão.
Pena sugerida e restituição
A Promotoria recomendou uma pena de cinco anos de prisão estadual. O acordo de confissão inclui ainda o pagamento de US$ 1,2 milhão em restituição à igreja.
Manzi havia deixado o cargo no início de 2025, pouco antes de as irregularidades serem descobertas.
Com informações de Gazeta do Povo