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EUA ampliam cerco e sancionam três sobrinhos de Nicolás Maduro e empresário panamenho

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Washington (11.dez.2025) – O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (11), novas sanções contra três sobrinhos do líder venezuelano Nicolás Maduro e contra um empresário do Panamá, intensificando a pressão sobre o regime chavista.

Os alvos são filhos de irmãos da primeira-dama Cilia Flores:

  • Efraín Antonio Campo Flores
  • Franqui Francisco Flores de Freitas
  • Carlos Erik Malpica Flores

Efraín e Franqui, conhecidos como “narco-sobrinhos”, foram presos no Haiti em novembro de 2015 por tentar enviar cocaína aos Estados Unidos. Condenados em 2016, receberam indulto do presidente Joe Biden em outubro de 2022, durante negociações que buscavam eleições livres na Venezuela em 2024 – pleito posteriormente fraudado por Maduro. De volta a Caracas, ambos, segundo o Tesouro norte-americano, mantêm atividades no crime organizado.

Carlos Erik Malpica Flores, ex-tesoureiro nacional da Venezuela e ex-vice-presidente da estatal petrolífera PDVSA, já havia sido incluído na lista do Ofac em 2017, no primeiro mandato de Donald Trump, e retirado em 2022.

O pacote também atinge o empresário panamenho Ramon Carretero Napolitano, acusado de firmar contratos lucrativos com o governo venezuelano e de atuar como sócio da família Maduro-Flores em várias companhias.

Bloqueio de bens e proibição de transações

As medidas determinam o bloqueio de todos os bens dos sancionados nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas norte-americanas, além da proibição de transações financeiras ou comerciais com eles, salvo autorização expressa do Ofac. Empresas nas quais os citados detenham 50% ou mais de participação também ficam bloqueadas.

Empresas de navegação punidas

O governo Trump impôs ainda sanções a seis companhias de transporte marítimo que operam no setor petrolífero venezuelano, identificando seis navios envolvidos em “práticas enganosas e inseguras” que, segundo Washington, financiam o “regime narcoterrorista corrupto” de Maduro.

Pressão militar no Caribe e no Pacífico

Desde o fim de agosto, os EUA deslocaram navios de guerra – inclusive o maior porta-aviões do mundo – e caças para o mar do Caribe, próximo à Venezuela, e para o Pacífico, nas imediações da Colômbia. A operação resultou em 22 ataques a 23 embarcações suspeitas de ligação com o narcotráfico, com pelo menos 87 mortos.

Caracas acusa Washington de tentar depor Maduro. Nas últimas semanas, Trump declarou que a ofensiva será ampliada e poderá incluir ações terrestres em território venezuelano. Em entrevista ao site Politico, na segunda-feira (8), o presidente afirmou que “Maduro está com os dias contados”.

Com informações de Gazeta do Povo