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EUA destinam US$ 8,88 milhões para treinar países da região contra PCC e Comando Vermelho

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos lançou um edital que prevê a criação de um fundo de até US$ 8,88 milhões (cerca de R$ 44,7 milhões) para treinar investigadores, promotores, juízes e autoridades financeiras da América Latina e do Caribe no combate a organizações criminosas classificadas como terroristas por Washington.

Denominado Programa de Interrupção Jurídica e Financeira do Contraterrorismo no Hemisfério Ocidental, o projeto será conduzido pelo Escritório de Contraterrorismo norte-americano. O objetivo é fortalecer a capacidade de países parceiros de responsabilizar essas facções, aprimorar estruturas legais e bloquear fontes de financiamento ilícito.

A iniciativa coincide com a decisão do governo de Donald Trump de incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A classificação entra em vigor em 5 de junho.

De acordo com o edital, o programa proporcionará treinamento estruturado para autoridades responsáveis por investigar, processar e julgar casos envolvendo essas organizações, com foco no desmantelamento de suas redes logísticas e de lavagem de dinheiro.

O documento cita diretamente a expansão do PCC e do Comando Vermelho pela América do Sul, apontando estruturas “sofisticadas de lavagem de dinheiro e logística”. Países como Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru são listados como áreas prioritárias de atuação.

Além das facções latino-americanas, o edital inclui o objetivo de conter redes criminosas ligadas ao Irã no hemisfério ocidental, oferecendo apoio a governos locais para enfrentar ameaças de grupos aliados a Teerã.

Na semana passada, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, qualificou PCC e Comando Vermelho como “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” ao anunciar sua inclusão na lista de terrorismo dos EUA.

O fundo deverá financiar atividades de “seguir o dinheiro”, aprimorar procedimentos judiciais e reforçar a cooperação internacional para interromper o fluxo de recursos que sustentam as facções.

Com informações de Gazeta do Povo