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EUA já obrigaram 29 navios a mudar de rota para evitar portos do Irã, informa Centcom

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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta quarta-feira (22) que 29 navios foram obrigados a abandonar a rota rumo a portos do Irã ou a retornar ao ponto de origem desde o início do bloqueio naval norte-americano, em 13 de abril.

Segundo o comunicado divulgado nas redes sociais do comando, os militares interceptaram as embarcações dentro e fora do Oriente Médio como parte da campanha que busca cortar receitas do regime iraniano obtidas com exportações de petróleo e outros produtos estratégicos.

Centcom nega violação do bloqueio

O órgão contestou reportagens publicadas nas últimas 24 horas que sugeriam que algumas embarcações teriam furado a barreira naval. Entre os navios citados estavam os petroleiros Hero II e Hedy, ambos de bandeira iraniana, e o cargueiro Dorena, sem registro visível.

De acordo com o Centcom, os petroleiros foram abordados no início da semana e permanecem ancorados em Chabahar, no sudeste iraniano. Já o Dorena está sob escolta de um destróier da Marinha dos EUA no Oceano Índico após tentar atravessar a área de exclusão.

Alcance global e possível ampliação

“As forças norte-americanas estão operando e fazendo cumprir o bloqueio em todo o Oriente Médio e além”, afirmou a nota. A restrição atinge navios de qualquer bandeira que se dirijam ao Irã ou deixem o país, bem como embarcações suspeitas de transportar petróleo, armas ou materiais ligados ao governo de Teerã.

Em Washington, o senador republicano Lindsey Graham, aliado do presidente Donald Trump, declarou que a operação pode ser estendida a países que ajudem o Irã a exportar petróleo. Em postagem na rede X, o parlamentar alertou que quem colaborar com Teerã “o faz por sua conta e risco” e disse esperar que o bloqueio ganhe escala global em breve.

A Casa Branca classifica a medida como instrumento de pressão econômica contra o governo iraniano após o fracasso das negociações entre os dois países no Paquistão, no início de abril.

Com informações de Gazeta do Povo