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EUA acusam Rússia de planejar bomba nuclear em órbita para neutralizar satélites

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O general Stephen Whiting, comandante do Comando Espacial dos Estados Unidos, afirmou que a Rússia pretende colocar uma bomba nuclear na órbita da Terra com o objetivo de destruir satélites e provocar caos global. A declaração foi dada em entrevista ao jornal britânico The Times, publicada na quarta-feira (15).

Segundo Whiting, o plano russo representaria risco direto para todos os satélites em órbita terrestre baixa. “A Rússia está pensando em posicionar uma arma nuclear antissatélite que colocaria em risco todos os satélites na órbita terrestre baixa, e esse é um resultado que simplesmente não poderíamos tolerar”, disse o general.

De acordo com o militar, Moscou vem adotando uma postura cada vez mais agressiva no espaço desde o início da guerra na Ucrânia. Ele citou o bloqueio sistemático de sinais de comunicação e de GPS em escala capaz de ameaçar a navegação de aviões comerciais no leste e no sul da Europa.

Impacto potencial

O The Times calcula que uma detonação nuclear entre 480 e 1.900 quilômetros de altitude poderia destruir ou tornar inoperantes até 10 mil satélites, cerca de 80% dos equipamentos atualmente em funcionamento. Além de afetar operações militares, a explosão prejudicaria a internet, a telefonia móvel e sistemas de posicionamento global usados no dia a dia em todo o planeta. Nos bastidores do debate estratégico dos Estados Unidos, o cenário foi apelidado de “Pearl Harbor espacial”.

Motivação estratégica

Whiting avaliou que a iniciativa russa busca compensar a superioridade convencional dos Estados Unidos e da Otan. “Eles acreditam que formas inovadoras de enfraquecer nossas capacidades espaciais ajudam a nivelar o campo de batalha”, afirmou.

Tratado violado

A instalação de armamento nuclear em órbita viola o Tratado do Espaço Exterior, acordo internacional do qual a própria Rússia é signatária e que proíbe explicitamente esse tipo de ação.

Com informações de Gazeta do Povo