Abu Dhabi – O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos denunciou nesta segunda-feira (4) um “ato de terrorismo” atribuído ao Irã contra um petroleiro da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) no Estreito de Ormuz. Segundo o governo emiradense, dois drones atingiram a embarcação enquanto ela transitava pela rota estratégica, em violação ao cessar-fogo em vigor entre Teerã e Washington há três semanas.
Em nota oficial, a pasta classificou a ação como “pirataria” da Guarda Revolucionária Islâmica e citou a Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU, que assegura a liberdade de navegação e proíbe ataques a navios civis. O comunicado não informou o ponto exato do impacto nem detalhou eventuais danos ou vítimas.
Alerta internacional no Estreito de Ormuz
Horas antes da denúncia, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO) emitiu alerta sobre outro incidente na mesma região. Um projétil não identificado atingiu um petroleiro no domingo (3), a cerca de 144 quilômetros ao norte de Fujairah, também nos Emirados. Testemunhas relataram a presença de um navio da Guarda Revolucionária Iraniana nas proximidades.
Mapa iraniano de controle
Na sequência dos episódios, a Guarda Revolucionária divulgou um novo mapa que delimita áreas sob seu domínio no Estreito de Ormuz. O desenho traça uma linha entre o Monte Mubarak, no território iraniano, e a cidade de Fujairah, nos Emirados, atribuindo ainda ao Irã a zona a oeste da passagem, que se estende da ilha de Qeshm até a cidade emiradense de Umm al-Quwain.
Os ataques ocorrem em meio ao bloqueio seletivo instalado por Estados Unidos e Irã enquanto avançam negociações para encerrar o conflito na região.
Com informações de Gazeta do Povo