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Chanceler cubano agradece a Brasil, México e Espanha por rejeitarem possível ação militar dos EUA

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Brasília, 19 abr. 2026 – O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, elogiou neste domingo (19) os governos do Brasil, da Espanha e do México pela divulgação de um comunicado que condena a hipótese de intervenção militar dos Estados Unidos na ilha.

No texto publicado no sábado (18), ao fim do fórum Mobilização Progressista Global, em Barcelona, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum manifestaram “enorme preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano” e pediram que sejam evitadas medidas que “violem o Direito Internacional” ou agravem a situação no país caribenho. Os três chefes de Estado também se comprometeram a coordenar uma resposta humanitária para aliviar o cenário na ilha.

“Reconhecemos a digna e solidária declaração conjunta emitida pelos governos do Brasil, Espanha e México”, escreveu Rodríguez na rede X. Para o chanceler, é “urgente respeitar a Carta da ONU e os princípios da autodeterminação, independência e soberania dos povos, bem como a abstenção do uso da força”.

Louvor a Lula

Em postagem separada, Rodríguez agradeceu pessoalmente ao presidente brasileiro por discurso feito em Barcelona. Durante o evento, Lula declarou: “Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos (…) Parem com esse maldito bloqueio a Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”. O chanceler cubano replicou a frase e escreveu: “Obrigado, Lula, pela sua enfática denúncia do bloqueio dos EUA contra o povo cubano”.

Pressão e ameaça de intervenção

As menções a um possível ataque norte-americano cresceram após o presidente Donald Trump anunciar, no fim de janeiro, tarifa sobre países que vendem petróleo a Cuba. A medida levou fornecedores como o México a suspenderem as exportações, enquanto os EUA já impediam o envio de petróleo venezuelano desde a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. O bloqueio intensificou a crise energética cubana, causando apagões diários; em março, Washington autorizou remessas pontuais de petróleo russo.

Na semana passada, Trump declarou que “Cuba será a próxima” depois das operações militares norte-americanas na Venezuela e no Irã, sugerindo que uma ofensiva poderia ocorrer após o conflito no Oriente Médio. Segundo o jornal USA Today, o Pentágono vem acelerando o planejamento para uma eventual ação na ilha.

Com informações de Gazeta do Povo