Dallas (EUA), 28 jun. 2026 — A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história ao contar com 14 das 48 seleções classificadas representando nações onde cristãos são alvo de perseguição extrema ou severa, segundo rankings internacionais sobre liberdade religiosa.
Quem lidera a lista de risco
Irã e Arábia Saudita ocupam o nível mais alto de alerta, classificado como “extremo”. No Irã, a conversão ao cristianismo é proibida por lei e pode resultar em prisão ou até na perda da guarda de filhos. Já na Arábia Saudita, a construção de igrejas públicas é vetada e adeptos do cristianismo muitas vezes mantêm a fé em segredo para evitar punições ou abusos familiares.
Impacto da expansão do torneio
O formato da competição passou de 32 para 48 equipes. Com as vagas extras, países que raramente disputavam o Mundial — alguns governados por regimes restritivos — conquistaram classificação, dobrando o antigo recorde de sete seleções registrado nas edições de 2018 e 2022.
Fatores além do governo
Nem toda perseguição parte do Estado. No México e na Colômbia, por exemplo, cartéis e facções criminosas intimidam e atacam líderes religiosos que desafiam o domínio territorial ou tentam afastar jovens do tráfico. Na República Democrática do Congo, milícias armadas promovem violência contra comunidades cristãs, destruindo templos e forçando deslocamentos.
Oriente Médio e Norte da África
Nessas regiões, islamismo e identidade nacional se confundem, criando barreiras sociais e legais para quem abandona a religião oficial. Em países como Egito, Argélia e Marrocos, os cristãos enfrentam desde o fechamento de igrejas a processos judiciais por divulgar a fé.
Por que divulgar os dados durante o Mundial
Organizações de direitos humanos veem a visibilidade global da Copa como oportunidade para expor violações à liberdade religiosa. A intenção declarada é aproveitar a atenção voltada às seleções em campo para lembrar que, por trás dos uniformes, existem realidades de perseguição que afetam milhões de pessoas.
Com 14 países sob alerta, a edição de 2026 estabelece um marco que reforça a discussão sobre liberdade de crença em diferentes continentes.
Com informações de Gazeta do Povo