Jerusalém — O diretor do Mossad, David Barnea, declarou nesta terça-feira (14 de abril de 2026) que a campanha de Israel para provocar a mudança de regime no Irã continuará mesmo depois do término da atual guerra.
Durante cerimônia pelo Dia da Lembrança do Holocausto realizada na sede da agência de inteligência externa israelense, Barnea enfatizou que a missão não se encerrará com um cessar-fogo. “Não pensávamos que essa missão seria concluída imediatamente com o fim dos combates. Já havíamos previsto que nossa campanha prosseguiria e se concretizaria após os ataques em Teerã”, afirmou em discurso gravado pelo jornal Yedioth Ahronoth.
O chefe do Mossad reforçou que o objetivo só será alcançado quando o governo dos aiatolás chegar ao fim. Ele não especificou, porém, quais condições precisam ser atendidas depois da morte do líder supremo Ali Khamenei para que o colapso do regime seja considerado definitivo. “Esse regime que busca nossa destruição deve desaparecer da face da Terra”, declarou.
Segundo Barnea, Israel antecipou o início da ofensiva, previsto pelo Ministério da Defesa para o verão boreal, para 28 de fevereiro, ao receber informações de que o líder supremo iraniano poderia ser eliminado naquele dia.
Com pouco mais de uma semana de conflito, veículos de imprensa israelenses noticiaram que as Forças de Defesa de Israel elaboravam cenários para um possível colapso gradual do governo em Teerã. Nesse panorama, o cessar-fogo ocorreria antes da queda definitiva do regime, mas sua fragilidade abriria caminho para a desintegração após o fim das hostilidades.
Com informações de Gazeta do Povo