Tel Aviv, 2 de maio de 2026 – O ativista brasileiro Thiago Ávila foi preso pela Marinha de Israel na última quinta-feira (30) enquanto participava da Flotilha Global Sumud, que navegava em direção à Faixa de Gaza com alegada ajuda humanitária.
Ávila e o palestino-espanhol Saif Abukeshek foram levados para interrogatório pelas autoridades israelenses após a abordagem em águas internacionais próximas à Grécia, segundo a agência EFE. Ambos permanecem detidos no centro de detenção de Shikma, na cidade de Ashkelon, sem liberação imediata.
A flotilha era formada por 58 embarcações. Militares israelenses interceptaram 22 barcos, desativaram seus sistemas e detiveram cerca de 175 ativistas, posteriormente liberados na ilha grega de Creta. Horas depois, outros 12 participantes que ficaram à deriva no Mediterrâneo foram resgatados pela ONG Open Arms.
De acordo com a organização de defesa legal Adalah, que representa Ávila e Abukeshek, os dois ativistas chegaram sob custódia militar ao porto israelense de Ashdod antes de serem transferidos para Shikma. Ávila já havia participado de iniciativas semelhantes ao lado da ambientalista sueca Greta Thunberg, ausente nesta expedição.
Reação diplomática
Nesta sexta-feira (1º), os governos de Brasil e Espanha divulgaram nota conjunta classificando a detenção como “sequestro” e condenando “nos termos mais enérgicos” a ação israelense em águas internacionais. O comunicado afirma que os dois cidadãos “não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta”.
Além de Ávila, outros três brasileiros integravam a flotilha: Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. Todos foram liberados em Creta.
Com informações de Gazeta do Povo