A Guiana registrou arrecadação recorde de US$ 761 milhões com petróleo no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pela disparada do preço internacional do barril após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Conflito no Oriente Médio pressiona preços
O confronto que opõe Irã, Estados Unidos e Israel levou à restrição da principal passagem marítima do Golfo Pérsico. A menor oferta elevou os preços e tornou o petróleo guianense – considerado de alta qualidade e de baixo custo de extração – ainda mais atraente para compradores ocidentais que buscam fontes estáveis longe de zonas de guerra.
Receita semanal salta 68%
Com a cotação em alta, a Guiana aumentou em 68% sua receita semanal de exportações. A produção no país ultrapassou 900 mil barris por dia em 2026, o que coloca a nação como o terceiro maior produtor da América do Sul, atrás apenas de Brasil e Venezuela.
Crescimento econômico e desafios sociais
O Produto Interno Bruto (PIB) guianense vem avançando a uma média de 47% ao ano, a maior taxa do continente. Apesar do desempenho, cerca de 58% da população ainda vive abaixo da linha da pobreza.
Dependência externa de derivados
Mesmo exportando grandes volumes de óleo cru, a Guiana não possui refinarias. A falta de capacidade de processamento interno obriga o país a recomprar combustíveis como gasolina e diesel, situação que provocou escassez temporária em abril de 2026 após atrasos logísticos.
Modelo atrai investidores e serve de referência
Agilidade regulatória e contratos considerados atraentes chamaram gigantes como ExxonMobil e a chinesa CNOOC. O desempenho fortalece o Fundo Soberano local e é usado como argumento por especialistas que defendem a exploração da Margem Equatorial brasileira, região geologicamente similar.
Com informações de Gazeta do Povo