Bispos católicos norte-americanos orientam os fiéis a se afastarem de quaisquer celebrações da Sociedade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) depois que o Vaticano classificou como cismáticas as recentes consagrações episcopais realizadas pela entidade.
Em 2 de julho, a Santa Sé declarou que seis prelados ligados às ordenações não autorizadas de 1º de julho incorreram em excomunhão automática. A FSSPX, apesar de reiterados avisos, consagrou quatro novos bispos sem mandato pontifício, ato que, segundo o Código de Direito Canônico, acarreta a penalidade máxima.
Orientações em Arlington e Covington
No dia 8 de julho, o bispo Michael Burbidge, de Arlington (Virgínia), enviou carta à diocese determinando que os católicos “evitem participar das atividades da FSSPX”. O prelado destacou que, “em razão do ato cismático, confissões e matrimônios celebrados pela FSSPX são inválidos, e os demais sacramentos, ilícitos”.
Em Covington (Kentucky), o bispo John Iffert reforçou a orientação. “As missas celebradas por esses sacerdotes constituem abuso da Eucaristia, pois transformam o sacramento da unidade em motivo de divisão e, por isso, devem ser rejeitadas por todos os fiéis”, afirmou.
Leigos e escolas afetados
Ambos os bispos lembraram que leigos que formalmente aderirem à FSSPX podem ser considerados cismáticos e sujeitos a excomunhão. Fiéis que apenas frequentam as missas por razões litúrgicas, sem rejeitar o magistério papal, não estão automaticamente excluídos, mas devem interromper a participação.
Iffert também pediu que pais retirem os filhos de duas escolas ligadas à Fraternidade — a Assumption Academy e a Our Lady of the Sacred Heart Academy — alegando que confiar a formação religiosa das crianças a um grupo em cisma “não é admissível”.
Apelo por reconciliação
Os bispos afirmaram rezar pela volta da FSSPX à plena comunhão. “Comprometo-me a rezar pelos bispos e sacerdotes da sociedade”, disse Iffert. Burbidge dirigiu-se diretamente aos clérigos da fraternidade: “Saibam de minhas orações e do desejo sincero de que retornem à Igreja”.
A Conferência Episcopal dos Estados Unidos ainda não se pronunciou coletivamente, mas diversas dioceses com capelas da FSSPX estão emitindo comunicados semelhantes, reforçando a proibição e pedindo orações pela unidade da Igreja.
Com informações de Gazeta do Povo