Washington, 28 de abril de 2026 – A tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último sábado, transformou-se no principal tema da corrida às eleições legislativas de novembro. Parlamentares republicanos atribuem o ataque a um clima de “demonização” alimentado, segundo eles, por lideranças democratas.
Suspeito tinha manifesto e histórico de doações ao partido rival
O atirador foi identificado pela polícia como Cole Tomas Allen, 31 anos, detido em flagrante portando armas de fogo e facas. Investigações apontam que Allen mantinha um manifesto onde se autoproclamava “assassino federal” e listava integrantes do governo como alvos. Registros mostram doações recentes a campanhas democratas e participação em movimentos progressistas com posicionamento contrário ao governo e a valores cristãos.
Casa Branca fala em “demonização sistêmica”
Em pronunciamento, a Casa Branca afirmou que o atentado é resultado de uma retórica que compara o presidente a figuras ditatoriais, o que, segundo o governo, incentiva pessoas mentalmente instáveis a atos extremos. O Partido Republicano passou a exigir que candidatos democratas condenem publicamente a violência política.
Dados indicam avanço de ataques ligados à esquerda
Levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) revela que, entre 2016 e 2024, atentados e planos terroristas associados à extrema-esquerda superaram, pela primeira vez em décadas, as ações da direita radical. A média de incidentes motivados por ideologias de esquerda quadruplicou no período, refletindo a escalada da polarização no país.
Cenário eleitoral segue desfavorável aos republicanos
Mesmo diante da onda de solidariedade, as pesquisas mantêm quadro adverso para Trump: índice de desaprovação em torno de 67% e vantagem democrata de até cinco pontos nos chamados midterms. Analistas ponderam que fatores como economia e tensões externas costumam pesar mais para o eleitor indeciso do que eventos pontuais de violência.
Republicanos, contudo, veem no episódio uma oportunidade de mobilizar sua base e conquistar eleitores moderados, num esforço para reverter a desvantagem nas urnas de novembro.
Com informações de Gazeta do Povo