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Aliado de Putin diz que europeus “não dormirão em paz” após drone russo atingir Romênia

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Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e aliado próximo de Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (29) que novos incidentes com drones devem ocorrer na Europa e advertiu que a população do bloco “não poderá dormir em paz”.

A declaração veio poucas horas depois de um drone russo atingir o décimo andar de um edifício residencial na cidade de Galati, leste da Romênia, país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O ataque, na madrugada desta sexta, feriu duas pessoas, provocou incêndio e levou à evacuação de cerca de 70 moradores, segundo a Inspeção Geral de Situações de Emergência romena.

“Cidadãos da União Europeia, suas autoridades iniciaram unilateralmente uma guerra com a Rússia. Portanto, fiquem atentos e não se surpreendam com nada. O sonho pacífico acabou”, disse Medvedev, citado pela agência Reuters.

Reação da Otan

A porta-voz da Otan, Allison Hart, informou que o prédio foi atingido durante um ataque russo a infraestrutura ucraniana próxima à fronteira. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, classificou a ação de Moscou como “perigosa” e garantiu que a organização está pronta para defender todos os aliados.

“O comportamento imprudente da Rússia é um perigo para todos nós”, declarou Rutte.

Resposta de Bucareste

Em retaliação, o governo romeno declarou o cônsul-geral da Rússia em Constança persona non grata e determinou o fechamento do consulado russo na cidade portuária do mar Negro. Bucareste também solicitou à Otan o envio acelerado de sistemas antidrone.

Alerta de Kiev

Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, alertou que Moscou prepara uma nova ofensiva em grande escala. De acordo com Zelensky, relatórios de inteligência apontam para uma intensificação dos ataques russos nas próximas semanas.

O episódio na Romênia eleva a tensão entre Moscou e a aliança militar ocidental e reforça o temor de que o conflito ultrapasse as fronteiras ucranianas.

Com informações de Gazeta do Povo