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Concessão de green card a Eduardo Bolsonaro ecoa na imprensa estrangeira em meio a tarifas dos EUA contra o Brasil

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A decisão do governo dos Estados Unidos de conceder o green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem sido destacada por veículos internacionais, que relacionam o fato ao atual clima de tensão diplomática entre Brasília e Washington.

Quem noticiou – A alemã DW, a italiana Ansa e a britânica Reuters publicaram reportagens sobre o visto de residência permanente obtido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Contexto – O assunto ganhou evidência menos de uma semana após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais. A medida entra em vigor nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026.

Tensões e acusações

De acordo com a DW, a nova rodada de tarifas segue iniciativa semelhante adotada em 2025, quando Trump vinculou a sobretaxa a uma suposta perseguição judicial, conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra Jair Bolsonaro.

A Ansa acrescentou que o green card foi concedido poucas semanas depois de o STF condenar Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Fora do país há mais de um ano, o ex-parlamentar alega ser alvo de perseguição política.

Relações com conservadores dos EUA

A Reuters lembrou que Eduardo Bolsonaro mantém laços estreitos com conservadores norte-americanos e com o governo Trump. Segundo a agência, opositores acusam Eduardo e o irmão, o senador Flávio Bolsonaro, de lobby em Washington contra interesses do Brasil, o que teria motivado as tarifas. Ambos negam ter solicitado qualquer medida contra exportações brasileiras.

Próximos passos – Em declarações registradas pela Reuters, Eduardo afirmou que só retornará ao Brasil se receber anistia. “Pelo menos aqui [nos Estados Unidos] eu sou livre”, disse.

Com informações de Gazeta do Povo