O jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial nesta sexta-feira, 2, condenando as atitudes dos ministros Gilmar Mendes, do STF, e Estela Aranha, do TSE, que, segundo a publicação, favoreceram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comprometer o último debate entre os candidatos antes do primeiro turno das eleições.
O editorial aponta que Estela Aranha impediu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio destinado a Lula, que já havia comunicado sua ausência, e também proibiu que os outros candidatos fizessem perguntas ao presidente ausente. O jornal destaca que essa decisão foi uma violação das regras previamente acordadas por todos os candidatos, classificando-a como arbitrária.
A proximidade de Estela Aranha com o governo Lula e com o ministro Flávio Dino, do STF, é mencionada no texto, que argumenta que não cabe a uma juíza eleitoral proteger um candidato de eventuais consequências de sua própria escolha de não comparecer ao debate. Para a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, essa decisão representa uma afronta à liberdade de imprensa.
O editorial também critica Gilmar Mendes por ter desconsiderado a posição do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ao permitir a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate, mesmo sem convite oficial da emissora. A decisão de Mendes, que atendeu a um pedido do Solidariedade, é considerada por juristas como uma violação da Lei Eleitoral.
Além das críticas às decisões, o texto sugere que existe uma disputa interna no STF, com implicações para o futuro da Corte, uma vez que o próximo presidente poderá nomear pelo menos quatro novos ministros.
Ao finalizar, o editorial enfatiza que as ações de Gilmar Mendes e Estela Aranha comprometeram a liberdade de imprensa e minaram o direito dos eleitores de conhecer as propostas dos candidatos, ressaltando a ironia de que a integridade do processo eleitoral esteja em risco por parte de autoridades que deveriam protegê-la.
Fonte: Revista Oeste.









