O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, que, se eleito à Presidência da República, pretende “espelhar as boas práticas” adotadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast, na qual o presidenciável também lamentou o distanciamento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No campo da segurança pública, Flávio defendeu a castração química para condenados por estupro e o aumento das penas para latrocínio. O senador disse ainda que seguirá o critério utilizado por Jair Bolsonaro para a escolha de ministros — foco em qualificação técnica —, acrescido da exigência de habilidade política para a articulação em Brasília.
Críticas ao Supremo
O parlamentar direcionou ataques aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, Moraes mantém o ex-presidente “como sequestrado” e estaria “interferindo na disputa eleitoral” ao impor restrições de visitação. Flávio declarou, ainda, que os dois ministros articulam para que a Primeira Turma do STF funcione como um atalho ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período eleitoral.
Para o senador, o desequilíbrio entre os Poderes faz com que a posição de cada candidato ao Senado sobre um eventual afastamento de Moraes se torne decisiva para o eleitorado. “O impeachment virou pauta nacional”, disse.
Eleições de 2026
Flávio relatou ter incentivado outras lideranças de direita a manterem suas pré-candidaturas, com o objetivo de multiplicar vozes contra a esquerda. Apesar disso, criticou adversários que, segundo ele, passaram a concentrar ataques em seu nome. O senador argumenta aparecer nas pesquisas como o opositor com mais chances de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Propostas sociais e institucionais
Na área social, o presidenciável anunciou a intenção de ampliar o Bolsa Família. O beneficiário continuaria no programa mesmo após conseguir emprego formal ou abrir pequena empresa, até atingir autonomia financeira. Flávio também defendeu o fim da reeleição para presidente, alegando que a mudança reduziria medidas de caráter eleitoreiro.
Críticas à economia de Lula e à política externa
O senador afirmou que “o Brasil está quebrado” em razão, principalmente, da carga tributária elevada e da falta de segurança jurídica. Ele responsabilizou a condução econômica do governo Lula por afastar investimentos e criticou a política externa do Palácio do Planalto, citando as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, a sobretaxa chinesa de 55% sobre a carne nacional e a retirada do Brasil da lista de exportadores habilitados pela União Europeia.
Relação com Vorcaro e disputa familiar
Questionado sobre o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, Flávio disse tê-lo procurado para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro antes de qualquer investigação da Polícia Federal.
O senador também comentou o desgaste familiar provocado pelo afastamento de Michelle Bolsonaro. “Hoje não tenho relação com a Michelle. Estou em uma missão e espero que todos entendam que o inimigo do Brasil está do outro lado”, declarou, acrescentando que respeita quem “não quiser vir agora” para sua campanha.
Flávio concluiu que segue em pré-campanha há sete meses e que continuará buscando o apoio de todos os integrantes da família.
Com informações de Gazeta do Povo