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Flávio Bolsonaro rebate denúncia e diz que nota de R$ 500 mil para empresa ligada ao Banco Master é legal

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Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, negou nesta quarta-feira (22) qualquer irregularidade na emissão de uma nota fiscal de R$ 500 mil por seu escritório de advocacia para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como ligada ao escândalo do Banco Master.

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e repercutida nesta semana. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio classificou a reportagem como “criminosa” e afirmou ser vítima de perseguição política. “A relação é completamente legal e privada”, declarou.

Notas emitidas e canceladas

Segundo os documentos citados, o escritório do parlamentar emitiu duas notas de R$ 500 mil cada em 7 de abril de 2025 para a Copenhagen. Ambas foram canceladas no mesmo dia. Flávio explicou que foi consultado para prestar serviços jurídicos, mas a contratação não avançou e, por isso, os documentos foram anulados sem que houvesse repasse de valores.

O Metrópoles também identificou uma terceira nota de R$ 500 mil, datada de 9 de abril de 2025, destinada à Contábil Correa. Diferentemente das anteriores, não há registro de cancelamento. “Fui contratado, prestei serviços advocatícios, tudo certo”, afirmou o senador sobre essa operação.

Vínculos com o caso Banco Master

A Copenhagen é citada como suposta “empresa de fachada” usada pelo empresário Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master. O elo entre as companhias seria Rogério Lourenço Novo, diretor da Copenhagen e sócio-administrador da Contábil Correa.

Acusações de vazamento

Flávio Bolsonaro sustentou que não é alvo de investigação formal e que seus dados fiscais são sigilosos. Para o senador, as informações só chegaram à imprensa por meio de “vazamento criminoso” de órgãos estatais com objetivo eleitoral. “Eu não vou desistir da candidatura”, reiterou.

Filme “Dark Horse”

O senador também é citado no chamado caso “Dark Horse”. Reportagem do The Intercept Brasil apontou que ele teria negociado um patrocínio de R$ 134 milhões de Vorcaro para o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente investidos. Flávio confirmou o pedido, mas nega qualquer ilegalidade e disse ter visitado Vorcaro em São Paulo um dia após o empresário deixar a prisão.

Flávio encerrou a mensagem dizendo que as denúncias “o estimulam ainda mais” a disputar o Palácio do Planalto em 2026.

Com informações de Gazeta do Povo