O senador Flávio Bolsonaro (PL) conquistou a liderança no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, avançando para o segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação decisiva entre os dois candidatos está marcada para o dia 25 de outubro.
Com mais de 99,99% das urnas apuradas, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. Após a confirmação dos resultados, Flávio expressou sua satisfação: “Estou muito feliz pelo voto de confiança. São quase 56 milhões de brasileiros. Não poderia estar mais realizado ao perceber que o Brasil quer mudança.”
O candidato do PL destacou que sua vitória no primeiro turno foi por uma margem estreita e proclamou o “fim da era do PT”. Ele promete um governo mais moderno, com menos ministérios e indicações para o Supremo Tribunal Federal que não interfiram nas eleições.
A disputa pelo segundo turno também será influenciada pelos votos que ficaram com candidatos que não avançaram, como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), e Ronaldo Caiado (PSD), que juntos somaram 5,31% dos votos.
Flávio chega ao segundo turno com um nível de rejeição parecido ao de Lula, conforme pesquisa Datafolha realizada em setembro, que mostrou que 46% dos entrevistados afirmaram não votar de jeito nenhum em ambos os candidatos. A expectativa é que Flávio consiga atrair novos eleitores sem aumentar sua rejeição, enquanto Lula tenta recuperar votos e ampliar sua base, especialmente entre eleitores de centro e centro-direita.
A campanha de Flávio, que tem o sobrenome Bolsonaro como um dos principais ativos eleitorais da direita, agora busca solidificar sua posição como o principal representante desse campo político, mesmo sem a presença de Jair Bolsonaro nas urnas. A situação é mais desafiadora para Lula, que precisa mobilizar sua base e conquistar novos apoiadores em um cenário em que parte de seus aliados não se saiu bem nas eleições estaduais.
Além disso, a campanha foi marcada por tensões em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde questões envolvendo ministros e investigações se tornaram centrais nos debates eleitorais. Flávio utilizou críticas ao ministro Alexandre de Moraes como parte de sua estratégia de campanha.
O presidente Lula, por sua vez, precisará convencer os 33,3 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas e demonstrar que seu projeto para o país é superior ao de seu adversário. “O jogo vai começar. Estamos na prorrogação”, afirmou Lula, destacando a importância de continuar o desenvolvimento tecnológico e científico do Brasil.
A disputa se intensificará nas próximas semanas, com ambos os candidatos buscando ampliar suas bases e conquistar eleitores indecisos.
Fonte: Gazeta Do Povo.









