Famílias adotivas nos Estados Unidos enfrentam desafios significativos ao tentarem trazer seus filhos recém-adotados de países como Malawi e Serra Leoa, devido a complicações burocráticas causadas por um veto de viagens implementado em dezembro de 2025 pelo ex-presidente Donald Trump.
Josh e Katie Derrick, de Cleveland, Tennessee, têm experiência como pais adotivos e decidiram expandir sua família ao adotarem uma menina malawiana de 3 anos, Beatrice. Após um mês de convivência, enquanto a família de Josh se preparava para retornar aos EUA, uma série de atrasos na aprovação de vistos os separou por meses.
Embora a adoção tenha avançado, a recente exigência de uma exceção de interesse nacional (NIE) para processar os vistos complicou ainda mais a situação. Inicialmente, esse processo causava atrasos de poucos dias, mas, desde agosto de 2026, muitas famílias estão enfrentando esperas de semanas ou até meses.
Josh, que ficou em Malawi com Beatrice, relatou que a espera foi emocionalmente desgastante, especialmente ao ver a filha se adaptando à nova família e perguntando sobre a mãe e os irmãos. Depois de várias semanas sem notícias, ele finalmente recebeu a aprovação da NIE em 14 de setembro, permitindo que a família se reunisse.
Outras famílias, como os Rileys e os Blocks, também enfrentaram dificuldades semelhantes. Os Rileys, que adotaram duas irmãs adolescentes, tiveram que lidar com a incerteza após o veto de viagens e o consequente atraso na aprovação da NIE, que levou quase 40 dias. A situação ficou ainda mais complicada quando a programação de entrevistas de visto foi interrompida devido a treinamentos obrigatórios no Departamento de Estado.
As famílias expressaram que a falta de comunicação e os longos períodos de espera não apenas afetam a logística, mas também têm um impacto emocional profundo sobre as crianças, que já enfrentaram traumas significativos em suas vidas.
Agências de adoção e especialistas em política de imigração criticaram a nova camada de requisitos, argumentando que o processo de adoção já possui verificações rigorosas. Jyotika Acharya, diretora executiva da St. Nick’s Kids, ressaltou que a exigência de uma NIE é desnecessária e prejudica o bem-estar das crianças.
Além das complicações administrativas, igrejas e comunidades nos EUA têm se mobilizado para apoiar essas famílias. Oferecendo apoio financeiro e emocional, elas ajudam a aliviar a carga enfrentada por aqueles que estão aguardando para finalmente trazer seus filhos para casa.
Fonte: Christianity Today.









