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Jordânia captura três suspeitos de ataque a igreja e realiza bombardeios na Síria

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As forças de segurança da Jordânia prenderam, nesta segunda-feira (26), três homens suspeitos de estarem envolvidos no ataque a uma igreja cristã que resultou na morte de nove pessoas e deixou dezenas de feridos na última sexta-feira (23), na região de Karak, no sul do país.

Os detidos, dois irmãos e um cunhado, foram encontrados em uma casa abandonada na província de Karak, localizada a cerca de 120 quilômetros da capital, Amã. Segundo a Diretoria de Segurança Pública da Jordânia, os suspeitos reagiram ao cerco policial e abriram fogo, sendo feridos e posteriormente capturados durante o confronto. Nenhum agente de segurança ficou ferido na operação, que resultou na apreensão de armas e munições.

O ataque ocorreu na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, em Hamoud, durante um funeral. Testemunhas relataram que homens armados dispararam contra os presentes, causando pânico e uma resposta imediata das autoridades. O número de feridos varia entre 34 e 40, segundo diferentes fontes.

A comunidade cristã da Jordânia, onde incidentes desse tipo são raros, ficou profundamente abalada pelo atentado. No dia seguinte, uma cerimônia fúnebre foi realizada para homenagear oito das vítimas na mesma igreja que sofreu o ataque.

O ministro do Interior, Mazen Al-Farrayeh, garantiu que as investigações estão em andamento e que os responsáveis serão punidos. Inicialmente, foi informado que os suspeitos não tinham ligações com células extremistas, mas uma atualização subsequente indicou possíveis conexões com grupos terroristas ativos no sul da Síria. Até o momento, nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque.

Como resposta ao atentado, a Jordânia lançou ataques aéreos contra alvos suspeitos na Síria, atingindo áreas rurais de Daraa e Sweida. Informações preliminares apontam para a morte de sete pessoas, incluindo três crianças e uma mulher, além de feridos. O governo sírio contestou a narrativa da Jordânia sobre a operação militar.

Após os bombardeios, a Síria fechou a passagem de Nassib, a principal fronteira com a Jordânia, suspendendo a circulação de pessoas e mercadorias. O rei Abdullah II condenou o ataque à igreja e solicitou às forças de segurança que intensificassem as medidas para identificar e prender os envolvidos, ressaltando a importância da unidade nacional e da convivência pacífica entre as diferentes comunidades religiosas do país.

A Jordânia abriga uma significativa comunidade cristã, composta por diversas tradições, incluindo a Igreja Ortodoxa Grega, e o atentado reacendeu preocupações sobre a segurança das minorias religiosas na região.

Fonte: Guiame.