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Fachin assume investigação sobre crimes de Moraes e Vorcaro

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a ser o relator da investigação que apura supostos crimes cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes e pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão de Fachin ocorre a poucos dias do julgamento, marcado para a próxima terça-feira (15), onde será decidido se Moraes deve ser afastado e investigado.

A preparação para a sessão extraordinária começou no último sábado, quando Fachin rejeitou um pedido de Moraes para discutir conjuntamente sua situação e a conduta do ministro André Mendonça, que também está envolvido nas apurações. O caso de Mendonça será analisado em uma sessão separada, agendada para o dia 23 de setembro.

As suspeitas contra Moraes incluem a celebração de contratos fraudulentos que totalizam mais de R$ 180 milhões, com o intuito de proteger Vorcaro das autoridades. A mudança na relatoria de Fachin ocorreu logo após Mendonça enviar a ele a petição 16.662, que contém um relatório sobre mais de 50 mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.

No despacho de Mendonça, ele explica que a petição foi gerada devido ao envolvimento de Moraes, o que requer a análise do Plenário do STF. O ministro já havia liberado o caso para a apreciação do plenário em 6 de setembro. Fachin também solicitou que Mendonça encaminhe à Presidência do STF os processos relacionados ao Banco Master e às fraudes do INSS, atualmente sob a relatoria de Mendonça.

A razão para essa determinação de Fachin não foi esclarecida, deixando em aberto se ele deseja apenas se informar sobre o andamento dos casos ou se pretende retirá-los da relatoria de Mendonça.

Além disso, na noite de sábado (12), Fachin exigiu que a Polícia Federal (PF) forneça informações sobre a custódia e o estado do conteúdo extraído do celular de Vorcaro em um prazo de 24 horas. Mendonça, que é o relator do processo, foi responsável por levantar o sigilo das mensagens que revelam a relação próxima entre Moraes e Vorcaro.

O caso se origina da Informação de Polícia Judiciária IPJ-A 3298613/2026, que foi inicialmente anexada à Petição 15.556. Mendonça esclareceu que, ao investigar, encontrou elementos que justificariam a tramitação autônoma do documento e seus anexos, levando à criação da Petição 16.662 para que essas informações sejam analisadas pelo plenário.

Essa situação ocorre em um momento delicado, com a expectativa de uma nova sessão extraordinária no STF, onde as decisões a serem tomadas poderão impactar a reputação e a atuação dos ministros envolvidos.

Fonte: Gazeta Do Povo.