O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), afirmou nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, em audiência no Senado norte-americano, que a recente ofensiva de Washington contra o Irã destruiu cerca de 90% da base industrial de defesa do país persa.
Responsável pelas operações militares dos EUA no Oriente Médio, Cooper declarou que Teerã já não representa “o mesmo nível de ameaça” para os Estados Unidos e aliados regionais. Ainda assim, reconheceu que o regime iraniano mantém “capacidade de ataque muito moderada, se não pequena”, suficiente para pôr em risco países vizinhos e o tráfego no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo.
Questionado pelos senadores sobre o arsenal remanescente de mísseis, drones e embarcações, o almirante recusou-se a fornecer números, alegando sigilo. Garantiu, porém, que as Forças Armadas dos EUA estão preparadas para reagir caso o Irã volte a lançar ofensivas.
Relatórios de inteligência citados por veículos de imprensa indicam que Teerã ainda conserva parte considerável de seus mísseis, aeronaves não tripuladas e pequenas lanchas de ataque, recursos usados para pressionar nações vizinhas e interferir na navegação no Golfo Pérsico.
Apesar dessas reservas, Cooper sustenta que todos os alvos definidos pelo Pentágono foram atingidos. “Degradamos significativamente suas capacidades de drones, mísseis e navais. Fraturamos seu comando e controle e eliminamos grande parte de seu programa espacial”, relatou.
O militar acrescentou que os bombardeios comprometeram as rotas utilizadas pelo Irã para abastecer aliados como o Hezbollah, no Líbano, os houthis, no Iêmen, e o Hamas, na Faixa de Gaza.
A avaliação do Centcom ocorre em meio a um cessar-fogo considerado frágil entre Estados Unidos, Israel e Irã. Durante a sessão no Senado, Cooper evitou detalhar como Washington pretende reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, assegurar o controle sobre estoques de urânio altamente enriquecido do Irã ou estabelecer os termos para o fim do conflito.
Com informações de Gazeta do Povo