O governo dos Estados Unidos comunicou ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, sobre um incidente envolvendo um helicóptero que transportava o presidente Donald Trump. O alerta foi feito após um avião da Envoy Air, uma subsidiária da American Airlines, ter voado a apenas 1,3 quilômetros do Marine One, o helicóptero presidencial, no início de agosto.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) divulgou um relatório preliminar que aponta uma falha no sistema de aviso que deve ser emitido três minutos antes do voo de aeronaves presidenciais, que impede a circulação de outros voos na área. O avião comercial foi autorizado a decolar do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, sem a devida comunicação.
A tripulação do voo relatou ter recebido um alerta de tráfego logo após a decolagem, mas não visualizou o helicóptero. O incidente ocorreu no dia 4 de agosto e, após investigações, constatou-se que a dificuldade de comunicação se deu pela mudança do local de decolagem do Marine One, que desde julho opera a partir do Ellipse, um parque ao sul da Casa Branca, devido a obras de construção.
Para resolver essa questão, a Administração Federal de Aviação (FAA) transferiu o receptor de rádio para o topo da torre de controle do aeroporto, visando melhorar a comunicação. Em conformidade com protocolos internacionais, o Cenipa foi notificado pelo NTSB no último domingo (23), o que possibilitou a designação de um investigador brasileiro para acompanhar as apurações.
A Força Aérea Brasileira ressaltou, em nota, que essa colaboração reflete o compromisso do Brasil com a segurança da aviação e a cooperação internacional. Além disso, o Cenipa enfatizou que, segundo o Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, o país onde ocorreu o incidente deve conduzir a investigação.
A Gazeta do Povo ainda aguarda uma resposta da Embraer sobre o assunto e atualizará a matéria assim que houver novidades.
Fonte: Gazeta Do Povo.









