A Meta Platforms, responsável pelo Facebook e Instagram, firmou um acordo bilionário para encerrar processos judiciais de diversos estados dos EUA, que acusam a empresa de criar redes sociais viciantes para crianças e adolescentes. O acordo exige que a gigante da tecnologia pague bilhões de dólares e faça mudanças significativas nas suas plataformas.
Além dos pagamentos, a Meta terá que implementar restrições rigorosas ao uso de suas redes por menores. Essa mudança visa transformar a experiência digital dos jovens e pode impactar o setor de tecnologia como um todo.
O valor total do acordo pode chegar a até 16,68 bilhões de dólares, abrangendo 29 estados americanos. Este montante inclui 459,3 milhões de dólares relacionados ao escândalo de dados da Cambridge Analytica. Outras estimativas indicam que o teto pode ser de até 17,1 bilhões de dólares, envolvendo 47 estados e o Distrito de Colúmbia, com um pagamento inicial de cerca de 12 bilhões de dólares, além de 5 bilhões condicionados a acordos com concorrentes como TikTok e YouTube.
As mudanças exigidas no Instagram e Facebook incluem a imposição de limites diários de uso para adolescentes e a restrição do acesso à noite. As notificações serão silenciadas durante o horário escolar e à noite, para ajudar os jovens a manterem o foco e a qualidade do sono. Também estão previstas a desativação de recursos que incentivam a rolagem infinita e a limitação de ferramentas que promovem comparações sociais negativas, como filtros de beleza e contagem de curtidas.
Phil Weiser, procurador-geral do Colorado, justificou a ação judicial como uma forma de proteger as crianças, afirmando que os termos do acordo superam o que os tribunais poderiam determinar. O diretor jurídico da Meta, C.J. Mahoney, ressaltou o compromisso da empresa em oferecer uma experiência segura e produtiva, convidando concorrentes a seguir padrões semelhantes.
Embora o acordo suspenda um julgamento federal em Oakland, onde se buscavam penalidades próximas de 200 bilhões de dólares, a Meta ainda enfrenta uma série de outras ações judiciais por escolas, famílias e estados com alegações similares. Recentemente, a empresa foi condenada a pagar mais de 940 milhões de dólares por enganar consumidores sobre a segurança de suas plataformas.
A pressão para limitar o acesso de crianças às redes sociais não se restringe aos EUA. No ano passado, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir menores de 16 anos de utilizar plataformas de mídia social. Na Europa, países como Dinamarca, França e Alemanha estão considerando medidas semelhantes para combater o vício digital entre os jovens.
Fonte: Folha Gospel.









