As eleições de 2026 no Brasil contarão com um total de 517.206 seções eleitorais, distribuídas em 2.641 zonas eleitorais, para um eleitorado estimado em 158,7 milhões de pessoas. Essa organização abrange todos os 5.571 municípios do país, além de 186 cidades no exterior.
Cada seção eleitoral terá uma mesa composta por quatro integrantes: um presidente, um primeiro mesário, um segundo mesário e um secretário. Esses profissionais são responsáveis por diversas atividades, como a preparação e abertura da seção, organização das urnas e materiais, identificação dos eleitores, controle do fluxo de votação, encerramento dos trabalhos, registro dos resultados e elaboração da documentação necessária.
Segundo o advogado José Rosa, especialista em Direito Eleitoral, os Tribunais Regionais Eleitorais designam os membros para cada seção. O presidente coordena a votação, o secretário verifica a documentação dos eleitores e um dos mesários garante que todos os procedimentos sejam seguidos corretamente. É importante ressaltar que os mesários não devem interferir na escolha dos eleitores ou dar orientações sobre em quem votar.
Além dos mesários, cada partido, federação ou coligação pode indicar até dois fiscais por seção, embora apenas um possa atuar de cada vez. Esses fiscais têm a função de acompanhar a abertura e o encerramento da votação, além de verificar a emissão da zerésima, que comprova a ausência de votos antes do início da votação e o boletim de urna ao final do processo.
Rosa destaca que a seção eleitoral não é responsável pela apuração dos votos ou pela decisão do resultado da eleição. Ela serve apenas como o local onde os votos são registrados sob a responsabilidade da Justiça Eleitoral. Os dados coletados naquela seção serão posteriormente utilizados na totalização dos resultados das eleições.
Fonte: Revista Oeste.










