No último dia de campanha para as eleições presidenciais de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressaram otimismo sobre a possibilidade de vencer no primeiro turno. Entretanto, as pesquisas divulgadas antes da votação deste domingo (4) não apresentam um cenário claro para essa situação.
Para garantir a vitória já no primeiro turno, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, que excluem votos brancos e nulos. Entre as pesquisas mais recentes, apenas a CNT/MDA indica uma chance viável de Lula alcançar essa marca, com 47,8% das intenções de voto válidas. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, ele poderia chegar a 50%.
Outros institutos, como AtlasIntel, Datafolha, Gerp, PoderData e Quaest, não mostram nenhum candidato próximo dos 50%. Por exemplo, a Gerp aponta Flávio Bolsonaro com 46% e, com a margem de erro de 2 pontos, ele poderia atingir 48%. A Quaest e a AtlasIntel também indicam Lula com 46% e 47%, respectivamente, ambos com margens de erro que não garantem uma vitória no primeiro turno.
As intenções de voto de acordo com as pesquisas são as seguintes: Gerp — Flávio Bolsonaro: 46% (máximo de 48%); PoderData — Lula: 45% (máximo de 46,5%); CNT/MDA — Lula: 47,8% (máximo de 50%); Datafolha — Lula: 45% (máximo de 47%); Quaest — Lula: 46% (máximo de 48%); AtlasIntel — Lula: 47% (máximo de 48%).
Durante a campanha, Flávio Bolsonaro apelou ao voto útil em São Paulo, afirmando ser a única opção viável contra Lula. “Dê-me o seu voto de revolta, dê-me o seu voto inteligente já no primeiro turno”, declarou. Lula, também otimista, afirmou: “Nós vamos definir essa parada amanhã. Tem tudo para que a gente ganhe essa eleição no primeiro turno”.
A última eleição presidencial decidida no primeiro turno ocorreu em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso obteve 53,06% dos votos válidos, e Lula ficou em segundo lugar com 31,71%.
As metodologias das pesquisas citadas envolvem amostras representativas e margens de erro que variam entre 1 e 2,2 pontos percentuais, garantindo um nível de confiança entre 95% e 95,55%.
Fonte: Gazeta Do Povo.









