O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta terça-feira, 3, que está mobilizando seus apoiadores para solicitar a realização de um segundo turno na eleição para o governo do estado. Essa ação é uma resposta à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que excluiu os votos de Anthony Garotinho e declarou Douglas Ruas como eleito no primeiro turno.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Paes afirmou que sua decisão de mobilizar a população se deu após manifestações de diversos setores da sociedade. Ele argumentou que a votação inicial não deveria ter resultado na eleição de um candidato, mas sim na convocação de um segundo turno.
“Desde o início da campanha, denunciamos que o candidato Anthony Garotinho estava com seus direitos políticos cassados e não poderia votar, muito menos ser candidato. A decisão da população no primeiro turno não foi para eleger qualquer candidato, foi para garantir um segundo turno”, declarou Paes.
O ex-prefeito também comentou que optou por não se manifestar anteriormente para não interferir no ambiente eleitoral nacional. “Entendi que o país precisava votar com tranquilidade e foi isso que aconteceu”, explicou.
O PSD, partido de Paes, já entrou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF), contestando a interpretação do TSE. O partido argumenta que a exclusão dos 274.411 votos de Garotinho, que teve a candidatura indeferida, compromete a soberania popular e o direito ao voto.
A retirada dos votos alterou o resultado da eleição. Inicialmente, o candidato mais votado obteve 49,27% dos votos válidos, o que indicava a necessidade de um segundo turno. Com a exclusão dos votos de Garotinho, esse percentual subiu para 50,88%, permitindo a declaração de Douglas Ruas como vencedor.
O PSD também pediu uma liminar para suspender os efeitos da retotalização e restabelecer o segundo turno, que estava agendado para 25 de outubro. Por outro lado, Douglas Ruas, em coletiva de imprensa, expressou confiança no sistema eleitoral e afirmou que considera a disputa encerrada.
Atualmente, o STF está analisando a ação, e o ministro Cristiano Zanin solicitou manifestações do TSE, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). O TSE já apresentou seu parecer, ressaltando que não era tecnicamente viável realizar a votação em 25 de outubro, uma vez que as urnas estavam preparadas e lacradas.
Fonte: Revista Oeste.









