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De molhos a sorvetes: veja produtos já barrados pela Anvisa além dos itens da Ypê

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A suspensão de diversos lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes da Ypê, anunciada na semana passada e depois derrubada na Justiça, reacendeu o debate sobre ações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apenas entre 1.º de janeiro e 11 de maio deste ano, o órgão adotou 272 medidas cautelares contra itens considerados irregulares. Abaixo, relembre casos de grande repercussão nos últimos anos.

Fugini: molhos, maioneses e conservas

Em março de 2023, a Anvisa interrompeu a produção e a venda de todos os produtos fabricados na planta da Fugini em Monte Alto (SP) — molhos de tomate, ketchup, mostarda, maionese e conservas. Fiscalização apontou falhas de higiene, controle de pragas e rastreabilidade. Lotes de maionese produzidos com óleo vencido foram destruídos. Após adequações, parte da linha voltou ao mercado em abril do mesmo ano.

Dori: balas e doces

Agosto de 2024 marcou o recall de lotes de balas Hortelã Recheada, Bolete, Morango e Framboesa da Dori Alimentos. A medida preventiva ocorreu pelo risco de contaminação por Salmonella. Toneladas de produtos foram recolhidas, e consumidores receberam orientações para pedir reembolso.

Häagen-Dazs: sorvetes com óxido de etileno

Entre julho e agosto de 2022, determinados potes da marca, como o sabor Vanilla Macadamia Nut, foram retirados das prateleiras brasileiras. Testes identificaram óxido de etileno no extrato de baunilha, substância classificada como mutagênica e carcinogênica.

Nestlé: fórmulas infantis

Em janeiro deste ano, lotes das linhas Nestogeno, Nan Supreme Pro e Nan Sensitive tiveram recolhimento preventivo devido ao risco de presença da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus. A contaminação estava ligada a um óleo fornecido por empresa europeia. Não houve registro de sintomas em bebês.

Cellier: atum ralado enlatado

A Anvisa baniu, em julho de 2023, um lote de atum ralado em óleo da marca Cellier após surto de intoxicação alimentar. A suspeita recaiu sobre falhas no processamento térmico das latas, etapa fundamental para impedir bactérias responsáveis por doenças como o botulismo.

Solubrillho: produtos de limpeza clandestinos

Em dezembro de 2025, todos os saneantes da marca Solubrillho foram proibidos de circular. A fiscalização constatou que o fabricante não possuía CNPJ nem autorização de funcionamento.

Hemp Vegan: linha de cosméticos

Julho de 2025 trouxe a proibição de cosméticos da Be Factory Laboratories, como Magic LSD Máscara Capilar e PsiloGlow Lip Balm. A agência apontou rotulagem inadequada e uso de termos que remetiam a entorpecentes. A empresa precisou alterar nomes, identidade visual e submeter nova notificação.

Esmaltes em gel: veto a TPO e DMPT

Com a RDC 995, publicada em novembro de 2025, compostos TPO e DMPT foram banidos de produtos para unhas por risco cancerígeno e toxicidade reprodutiva. As empresas tiveram 90 dias para recolher estoques; após o prazo, registros foram cancelados.

Pomadas capilares modeladoras

Entre fevereiro de 2025 e 2026, mais de 1,2 mil pomadas para cabelo perderam o registro após relatos de lesões oculares. A RDC 814/2023 endureceu a análise prévia e extinguiu o modelo de notificação automática para essa categoria.

As medidas demonstram o alcance da Anvisa em diferentes segmentos — de alimentos a cosméticos — sempre que identifica riscos sanitários ou descumprimento de normas de fabricação e rotulagem.

Com informações de Gazeta do Povo