A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) que o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras será reduzido em 14,2% a partir de junho. O recuo equivale a R$ 0,93 por litro em relação às cotações praticadas em maio.
De acordo com a estatal, a mudança reflete a recente desaceleração das cotações internacionais, influenciadas pelas tensões no Oriente Médio que vinham pressionando o mercado desde março. A companhia destacou que a fórmula paramétrica usada no Brasil suaviza as oscilações externas, resultando em ajustes menos abruptos do que os registrados lá fora.
Mesmo com o corte, o QAV acumula alta de 54,5% em 2026, o que representa um acréscimo de R$ 1,98 por litro quando comparado a dezembro de 2025. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível passou a responder por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias após sucessivas elevações nos meses anteriores.
Os reajustes no preço do QAV são aplicados no primeiro dia de cada mês, conforme prevêem os contratos com as distribuidoras. Embora a maior parcela do produto seja refinada no país, o valor segue a referência internacional do petróleo.
Para mitigar o impacto financeiro, a Petrobras mantém desde abril um programa de parcelamento que permite às distribuidoras pagar parte do reajuste no ato da compra e quitar o restante em até seis parcelas mensais. A iniciativa continuará valendo para o ajuste de junho.
O governo federal também prorrogou até 31 de julho a isenção de impostos sobre a comercialização e importação de querosene de aviação e biodiesel, medida que integra o pacote anunciado em abril para conter a escalada dos combustíveis.
Segundo a estatal, os volumes solicitados pelas distribuidoras para junho estão confirmados, garantindo o abastecimento nos polos de atendimento.
Com informações de Gazeta do Povo