A defesa do ex-vereador de São Paulo, Milton Leite, solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a revogação de sua prisão, que ocorreu na sexta-feira, dia 18, durante a Operação Vectura Corrupta. Esta operação investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da cidade.
Os advogados de Leite, Wilton Luís da Silva Gomes, Henrique Sobreira Attuch e Beatriz Alaia Colin, apresentaram um pedido de habeas corpus, argumentando que a prisão foi ilegal. Eles afirmam que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não poderia ter determinado a prisão após um juiz de primeira instância já ter rejeitado o pedido, considerando-o genérico.
Além disso, a defesa contesta os fundamentos que justificaram a prisão. Segundo a investigação, Leite estaria ligado à empresa Transwolff, a qual é alvo de suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC. No entanto, os advogados alegam que o mandado de prisão se baseou apenas em menções feitas por terceiros, sem outros elementos concretos, como pagamentos ou vínculos diretos com pessoas ou empresas investigadas.
A defesa também critica a decisão do desembargador Sergio Ribas, do TJ-SP, que determinou a prisão, apontando que não foram fornecidas informações suficientes sobre as menções feitas a Milton Leite, como contexto ou origem.
Além de solicitar a revogação da prisão temporária, a defesa pede a anulação da decisão do TJ-SP. A Operação Vectura Corrupta investiga não apenas a infiltração do PCC, mas também possíveis casos de corrupção entre servidores públicos e a possibilidade de financiamento de campanhas eleitorais de 2024 e 2026 pelo grupo criminoso. No total, 16 pessoas foram alvo de mandados de prisão, e buscas foram realizadas em 18 locais em sete cidades do estado de São Paulo.
Fonte: Revista Oeste.









