Quatro manifestantes cristãos foram detidos durante uma manifestação contra o aborto nos Estados Unidos, próxima ao Álamo, um famoso monumento e atração turística em San Antonio, Texas.
O grupo estava realizando sua manifestação em um espaço público quando foi abordado por agentes do Departamento de Segurança Pública do Texas (DPS), conforme informado pelo Christian Post.
As prisões aconteceram na manhã de sábado (15), por volta das 10 horas. Aproximadamente seis evangelistas e ativistas pró-vida se encontravam no local, segurando cartazes com frases como “Abolir o aborto”, “Aborto é assassinato” e uma citação bíblica de Miqueias 3:2 com a mensagem “Odeiem o mal, amem o bem, estabeleçam a justiça”.
Um vídeo, compartilhado pelo advogado texano CJ Grisham, mostra os agentes do DPS alertando os manifestantes de que poderiam ser presos se não se deslocassem para uma área específica designada para manifestações, chamada pelas autoridades de “zona designada de liberdade de expressão”.
De acordo com os agentes, o local onde o grupo se encontrava era considerado um “fórum não público”, e as manifestações só seriam permitidas em uma pequena área na parte sul da Plaza de Valero, adjacente ao Álamo.
‘Direito garantido pela Primeira Emenda’
Grisham, que é advogado e defensor da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, acompanhou o caso e contestou a decisão policial. Ele argumentou que os manifestantes estavam em uma calçada, um espaço público tradicionalmente protegido pela liberdade de expressão.
“Quando informamos a eles que temos o direito garantido pela Primeira Emenda em um fórum público tradicional, como uma calçada, eles ordenaram que saíssem e avisaram sobre uma possível acusação de invasão se não o fizessem”, contou o advogado.
Conforme Grisham, um dos policiais alertou os manifestantes de que seriam detidos se não deixassem imediatamente o local. Os cristãos se negaram a acatar a ordem, que o advogado considerou “inconstitucional e ilegal”, resultando na prisão de quatro deles por invasão criminosa.
A infração é classificada como uma contravenção de classe B, podendo acarretar uma multa de até US$ 2.000 e/ou até seis meses de detenção.
‘Círculo da Liberdade’
Grisham ainda destacou que, em sua opinião, os agentes não estavam aplicando uma legislação estadual ou municipal, mas sim regras estipuladas pelo Alamo Trust, uma organização privada que administra a propriedade do Álamo em nome do estado do Texas.
<p“Não havia nenhuma lei”, afirmou. “Eles estavam apenas seguindo ‘regras’.”
Após o incidente, uma publicação nas redes sociais revelou os manifestantes reunidos na área designada para protestos, conhecida como “círculo da liberdade”.
Caso pode chegar à Justiça
De acordo com Grisham, o próximo passo será buscar a retirada das acusações ou contestá-las judicialmente. Após a resolução do caso criminal, o advogado planeja ingressar com uma ação em nome dos manifestantes.
Ele também criticou o que vê como uma tendência crescente de confrontos entre autoridades policiais e evangelistas de rua no Texas. “As grandes cidades são governadas por esquerdistas anticristãos e a polícia cumpre suas ordens”, declarou Grisham.
O advogado expressou preocupação com a atuação das forças policiais em relação às regras impostas aos manifestantes: “A polícia fará qualquer coisa por um salário, incluindo seguir essas regras inconstitucionais e aplicá-las até o ponto da violência. É lamentável ver o quanto nossa comunidade de agentes da lei se afastou do juramento que fizeram.”









