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Chegada de 50 mil marroquinos a Ceuta faz Espanha acelerar deportações e pressiona fronteiras de Itália e França

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A entrada de mais de 50 mil migrantes marroquinos em Ceuta até o fim de julho de 2026 levou a Espanha a endurecer medidas de repatriação e provocou o restabelecimento de controles nas fronteiras de Itália e França.

Brecha jurídica impulsionou travessia

O fluxo repentino foi explorado por redes de tráfico humano após decisão da Suprema Corte espanhola que proibiu devoluções imediatas no mar, permitindo-as somente quando existissem barreiras físicas, como cercas. Ao mesmo tempo, publicações em redes sociais incentivaram jovens marroquinos a tentar a travessia a nado rumo ao enclave espanhol, pressionando a infraestrutura local.

Espanha corre para repatriar

O governo de Pedro Sánchez firmou acordo com Marrocos que resultou no retorno voluntário de milhares de pessoas. Para cumprir a exigência judicial de barreira física, estuda instalar boias no quebra-mar que separa Ceuta do território marroquino. Mudanças legislativas para agilizar expulsões também estão em análise.

Itália e França reativam vigilância

Temendo que os migrantes sigam viagem pelo continente, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, restabeleceu inspeções em portos e aeroportos de quem chega da Espanha. A França triplicou o efetivo policial na fronteira terrestre, além de empregar drones e aviões para monitorar trens e rodovias.

Bruxelas reconhece controle temporário

A Comissão Europeia afirmou que o Espaço Schengen permite a retomada provisória de controles internos diante de ameaças à ordem pública, desde que cada país apresente notificação formal. No momento, a prioridade do bloco é auxiliar a Espanha a reforçar a fronteira externa e garantir o retorno seguro dos migrantes ao Marrocos.

Com informações de Gazeta do Povo