Crianças cristãs enfrentam severas dificuldades em países de maioria muçulmana, como o Irã, onde a discriminação religiosa e os conflitos armados agravam sua vulnerabilidade. Além do preconceito nas escolas, estas crianças lidam com deslocamentos forçados e dificuldades de acesso à educação e à proteção.
A organização Portas Abertas relata que a perseguição a essas crianças se manifesta de diversas maneiras, incluindo isolamento social, ameaças e até violência física. A discriminação no ambiente escolar é alarmante, com cerca de 99% dos países na lista dos 50 mais críticos apresentando casos de assédio religioso nas instituições de ensino.
No Irã, a situação se tornou ainda mais crítica com o aumento das hostilidades. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelam que, em março de 2026, aproximadamente 180 crianças perderam a vida devido aos conflitos. Além das perdas humanas, escolas e hospitais foram danificados, dificultando o acesso a serviços básicos.
A crise também afetou o acolhimento de crianças órfãs, resultando na transferência de pequenos de instituições para lares particulares, o que trouxe novos desafios em termos de supervisão e proteção.
Hamid e Hoda, um casal cristão iraniano, relataram dificuldades ao tentar matricular seu filho em uma escola, enfrentando recusas devido à sua fé. Após várias tentativas, conseguiram a matrícula em uma instituição onde o diretor aceitou a inscrição, destacando a importância da oração em sua jornada.
Além disso, Zeinab, uma cristã iraniana, sonha em abrir um orfanato para crianças vulneráveis em seu país, reiterando a necessidade de apoio e cuidado para os pequenos afetados pela guerra e pela discriminação.
A situação das crianças cristãs no Irã evidencia não apenas a luta pela educação, mas também os desafios emocionais que enfrentam, com impactos que podem durar por anos. A Portas Abertas ressalta a importância de garantir proteção e apoio a essas crianças, que precisam de um ambiente seguro e oportunidades de desenvolvimento.
Fonte: Folha Gospel.










