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Corinthians e Caixa assinam termo para renegociar dívida de R$ 630 milhões com apoio de Boulos

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Na última sexta-feira, 16, o Corinthians e a Caixa Econômica Federal firmaram um termo de confidencialidade em Brasília para iniciar negociações sobre uma dívida de cerca de R$ 630 milhões relacionada à construção da Neo Química Arena. O clube destacou que as tratativas ocorrerão em um ambiente de cooperação e transparência, embora a assinatura do termo não signifique perdão da dívida.

A reunião contou com a presença do ministro Guilherme Boulos (Psol), da Secretaria-Geral da Presidência, além de representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel e do banco estatal. O documento assinado permite a troca de informações e propostas entre as partes para explorar alternativas para a renegociação da dívida.

Atualmente, o Corinthians enfrenta uma situação financeira complicada, com um passivo total estimado em R$ 2,8 bilhões. Uma das possibilidades em discussão abrange a exploração comercial da arena, incluindo os direitos de nomeação do estádio, conhecidos como naming rights, e a oferta de serviços financeiros pela Caixa.

O envolvimento de Boulos nas negociações ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar, em setembro, que buscava ajudar o clube a resolver sua situação financeira. Lula mencionou ter conversado com o presidente da Caixa, Carlos Vieira, e sugerido a venda da área da Fazendinha, localizada no Parque São Jorge, para arrecadar recursos.

Além disso, a Caixa suspendeu temporariamente a exigência de que o Corinthians depositasse cerca de R$ 30 milhões em um fundo de reserva do financiamento. Contudo, essa medida não reduz o montante da dívida nem representa um perdão das parcelas.

A atuação de Lula nas negociações é vista por críticos como uma abordagem populista, levantando preocupações sobre a segurança do patrimônio da estatal. Em reportagens anteriores, a Revista Oeste já havia destacado o interesse do presidente no assunto e questionado os limites da atuação de um banco público em transações com clubes de futebol.

Fonte: Revista Oeste.