A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, que a democracia brasileira precisa ser fortalecida para resistir a tentativas de influência de outros países. A declaração foi feita durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ).
Sem citar nomes, a magistrada disse que “apenas os brasileiros podem decidir os rumos do país” e defendeu a criação de espaços de debate que reforcem “os vetores mais importantes” da democracia. O discurso ocorre em meio a tensões diplomáticas com o governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Entrada de emissários dos EUA foi barrada
No fim de semana anterior, o jornal The Washington Post noticiou que o Itamaraty impediu a entrada de dois funcionários do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam avaliar a integridade do sistema eleitoral nacional. Segundo o periódico, a missão incluía reuniões com críticos das urnas eletrônicas e a produção de um relatório.
Urnas eletrônicas “seguras, transparentes e auditáveis”
Ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia voltou a defender o equipamento de votação usado no país. “Decidimos com o toque de um dedo na nossa urna eletrônica segura, transparente e auditável”, declarou, recebendo aplausos do público presente.
A ministra já havia feito manifestações semelhantes na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Dias antes, o senador Flávio Bolsonaro (PL) — pré-candidato à Presidência — mencionou dúvidas sobre o sistema em encontro com diplomatas. A equipe do parlamentar divulgou nota afirmando que ele não questionou a integridade das urnas.
Durante o evento da SBPC, Cármen Lúcia reforçou que “somos nós que temos de dizer qual Brasil queremos” e concluiu pedindo vigilância permanente para impedir fragilizações institucionais.
Com informações de Gazeta do Povo