Um boato recente envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida tomou conta das redes sociais, elevando a temperatura da disputa eleitoral de 2026. A notícia falsa alegava que o candidato à presidência pretendia retirar da santa o título de Padroeira do Brasil, informação que não possui fundamento algum.
A história se espalhou rapidamente, provocando indignação entre eleitores católicos e levando a equipe de Flávio a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em busca de medidas contra a desinformação. Uma pesquisa da empresa Palver, citada pela Folha de S.Paulo, revelou que cerca de 37% das menções analisadas tratavam o boato como verdadeiro, resultando em um clamor por votos contra o candidato.
O boato ganhou força após uma declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, que mencionou um suposto movimento na Igreja Católica relacionado à retirada do título da santa. A emissora posteriormente se retratou, esclarecendo que a informação se referia a um projeto de lei de 2007, já arquivado, e não tinha relação com Flávio Bolsonaro.
O candidato se manifestou em suas redes sociais, refutando a informação e classificando-a como uma “grande mentira”. Ele reafirmou seu respeito por todas as religiões, destacando sua condição de evangélico.
A polêmica também despertou reações na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fez um chamado aos eleitores católicos, afirmando que as tradições religiosas seriam preservadas em seu eventual governo.
Na entrevista à BandNews, Lula comentou que, apesar de não ter certeza sobre a veracidade do boato, defendeu o respeito entre as religiões e reafirmou que Nossa Senhora Aparecida permanecerá como padroeira do Brasil.
Com a repercussão, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o TSE, que ordenou a remoção de publicações que tratavam o boato como verdadeiro. Contudo, a decisão foi posteriormente anulada pelo ministro Flávio Dino, do STF, que argumentou que a remoção poderia afetar discussões religiosas e a liberdade de expressão.
Esse episódio evidencia a crescente intersecção entre política e religião na eleição, revelando as tensões entre católicos e evangélicos e a utilização de desinformação como arma eleitoral. O debate sobre a veracidade das informações e a proteção das tradições religiosas deve continuar a ser um tema relevante até as eleições.
Fonte: Folha Gospel.









