Líderes evangélicos e analistas conservadores criticaram duramente a apresentadora da Fox News Lisa Kennedy Montgomery, conhecida como Kennedy, após ela publicar um comentário de teor sexual contra a repórter cristã Megan Basham, do Daily Wire. O episódio ocorreu terça-feira (data não informada no texto original) na rede social X, antigo Twitter.
Entenda o início da polêmica
Basham reagiu a uma matéria do New York Post que noticiou o nascimento de uma menina por meio de barriga de aluguel para o analista político da Fox News Guy Benson e seu marido. “Não há nada de conservador em deliberadamente privar uma criança da mãe”, escreveu a jornalista, pedindo que Benson e outros “reflitam sobre o que estão dizendo ao mundo” ao recorrer a gestação de substituição.
Em resposta, Kennedy postou: “Que Deus te abençoe, Megan. Aproveita e troca as pilhas do seu vibrador.”
Reações imediatas
A mensagem foi classificada como vulgar por diversos nomes da direita cristã nos Estados Unidos:
- John Daniel Davidson, editor do The Federalist, chamou o tom de Kennedy de “assustador” e condenou a prática de barriga de aluguel para casais do mesmo sexo.
- O evangelista Justin Peters afirmou que quem recorre a palavreado grosseiro revela falta de argumentos.
- J. Chase Davis, pastor da The Well Church (Colorado), taxou a apresentadora de “pervertida”.
- O pastor Douglas Wilson ironizou que as pilhas trocadas deveriam ser da “monitoradora de baixo nível” de Kennedy.
- O ex-deputado estadual da Virgínia Nick Freitas afirmou que “privar uma criança de mãe é anormal e prejudicial”.
- A comentarista Peachy Keenan lembrou que Basham enfrenta tratamento contra câncer e classificou o ataque como “cruel e distorcido”.
- O ator e diretor Nick Searcy disse que a fama subiu à cabeça da apresentadora.
- A advogada Jenna Ellis chamou a publicação de “repugnante” e sugeriu que Kennedy defendeu Benson por compartilhar da mesma visão sobre casamento homoafetivo.
- O colunista Auron MacIntyre, do The Blaze, afirmou que a postura de Kennedy reflete “aversão geral da Fox News aos conservadores”.
Antecedentes de tensão na emissora
O episódio acontece quase três anos após reportagens de The Blaze e do ex-apresentador Glenn Beck indicarem que a Fox Corporation igualava doações de funcionários a entidades ligadas à causa progressista, como Planned Parenthood e The Trevor Project. Na ocasião, denunciantes acusaram a empresa de promover agendas contrárias aos valores cristãos. A Fox não comentou as alegações, mas retirou o Templo Satânico de seu portal de doações poucos dias depois.
Um mês antes, o apresentador Matt Walsh, também do Daily Wire, relatou que a corporação incentivava eventos internos com temática LGBTQIA+ e recomendava literatura que mencionava “glory holes”.
Silêncio da Fox News
Até o fechamento desta reportagem, a Fox News não havia se pronunciado sobre o ataque de Kennedy nem sobre a repercussão entre pastores e comentaristas cristãos.
Com informações de Folha Gospel