Brasília, 21 jul 2026 – Organizações católicas de socorro em Bangladesh e na China intensificaram suas ações de emergência após fortes tempestades e enchentes que castigaram os dois países no início de julho.
Bangladesh: Caritas auxilia população e refugiados rohingyas
A Caritas Bangladesh coordena a resposta em dioceses atingidas pelas chuvas de monções entre 5 e 9 de julho, que deixaram ao menos 34 mortos. Segundo comunicado divulgado em 10 de julho, mais de 241 mil pessoas foram afetadas, incluindo 7,4 mil refugiados rohingyas instalados em 25 campos que sofreram enchentes e deslizamentos de terra.
As inundações alcançaram a Divisão de Chattogram, abrangendo os distritos de Bandarban, Khagrachari, Rangamati, Cox’s Bazar e Chattogram. Equipes locais e voluntários foram mobilizados para alertar moradores porta a porta e transferir famílias em áreas de risco para locais seguros antes do pico das chuvas.
Em nota, a entidade alertou que o desastre agrava uma crise humanitária prolongada. Com a redução do financiamento internacional, famílias rohingyas enfrentam maior insegurança alimentar e acesso limitado a serviços essenciais.
China: Jinde Charities distribui alimentos e ferramentas
Na China, a organização católica Jinde Charities atua em nome das dioceses de Xangai e Pequim. Em 18 de julho, a instituição informou que equipes estão viajando até a vila de Shuangfeng, na cidade de Sanli, distrito de Qintang, município de Guigang (Guangxi), levando mantimentos às vítimas de enchentes repentinas e tornados.
Dados anteriores da Jinde indicam que, em 13 de julho, aproximadamente 827 mil moradores haviam sido impactados na região de Guigang. Além de cestas de alimentos, foram distribuídas motosserras, pás, carrinhos de mão, vassouras de bambu e outros suprimentos para limpeza e reconstrução. De acordo com a Agência Fides, muitas famílias católicas locais continuam sem água encanada e eletricidade.
As iniciativas de Caritas Bangladesh e Jinde Charities seguem em andamento, enquanto autoridades monitoram o avanço das chuvas de monção e avaliam novas necessidades das comunidades atingidas.
Com informações de Gazeta do Povo