O deputado federal eleito Jones Manoel, do PSOL de Pernambuco, anunciou sua intenção de propor a criminalização do sionismo, classificando o movimento como uma forma de racismo. O sionismo defende o direito à autodeterminação do povo judeu e a criação de um Estado nacional judaico independente.
Manoel fez o anúncio em uma postagem na rede social X e afirmou que apresentará o projeto de lei à bancada do PSOL assim que iniciar seu mandato em 2027. Sua declaração foi uma resposta a uma sugestão do jornalista Breno Altman, que defendeu a proposta de classificar o sionismo como uma forma de discriminação racial, em linha com a Resolução 3379 da Assembleia Geral da ONU, aprovada em 1975 e revogada em 1991.
A proposta gerou uma forte reação da organização pró-Israel StandWithUs, que divulgou uma nota pública condenando a iniciativa. A organização destacou que o sionismo é parte da identidade judaica e que criminalizá-lo representaria uma ameaça à expressão nacional dos judeus, abrindo espaço para a perseguição.
“Negar aos judeus um direito reconhecido a todos os outros povos é uma forma de antissemitismo”, afirmou a organização, ressaltando que o combate ao racismo deve ser uma prioridade da democracia e não pode ser utilizado para restringir os direitos de minorias.
Jairo Roizen, porta-voz da Federação Israelita de São Paulo, também criticou a proposta, afirmando que o direito do povo judeu à autodeterminação é inalienável e não pode ser submetido à autorização de militantes políticos. “Ser judeu e sionista não é crime. É identidade, história e direito”, declarou Roizen em um vídeo.
As discussões sobre a criminalização do sionismo reabrem um debate sobre identidade, direitos e antissemitismo que continua a ser relevante na sociedade brasileira contemporânea.
Fonte: Guiame.









