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Crítica de José Lorêdo Filho à Retórica da Esquerda nas Eleições Presidenciais

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No último pleito presidencial, José Lorêdo Filho criticou a retórica da esquerda, que apresentou o candidato conservador Flávio Bolsonaro como uma ameaça à democracia. Em seu artigo, ele destaca como essa abordagem gerou um clima de medo entre os eleitores, levando a uma virada eleitoral que levantou questionamentos sobre sua legitimidade.

O autor observa que a figura do “gabinete do ódio” foi utilizada de forma intensa, tentando intimidar e chantagear segmentos vulneráveis da população. Para Lorêdo Filho, a percepção de que Flávio Bolsonaro era um tirano em potencial, capaz de desmantelar a democracia e direitos sociais, contribuiu para uma eleição marcada pelo medo.

Além disso, o autor expressa preocupações sobre a integridade do pleito, citando uma decisão controversa do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou o horário de votação. Essa mudança, segundo ele, pode ter abalado a confiança da sociedade nas instituições políticas e na lisura do processo eleitoral.

O artigo também menciona o último debate presidencial, onde o candidato com melhores propostas pode ter sido superado por um demagogo mais carismático. Lorêdo Filho questiona se a escolha do eleitorado se resume a uma simples decisão equivocada ou se reflete uma característica do sistema presidencialista brasileiro.

Por fim, ele alerta para o risco da “venezuelização” do Brasil e a intensificação do regime juristocrático, enfatizando a importância de manter o debate civilizado dentro das normas democráticas. “Vamos à guerra”, afirma, enfatizando a necessidade de ação dentro do jogo democrático e das leis, defendendo a verdade e os valores conservadores.

José Lorêdo Filho é editor da Livraria Resistência Cultural Editora.

Fonte: Revista Oeste.