Durante o governo de Jair Bolsonaro, diversos setores da esquerda brasileira promovem boicotes a empresas associadas à direita e pressionam anunciantes de veículos conservadores por razões ideológicas.
A atual crítica da esquerda aos boicotes contra eleitores de Lula contrasta com suas próprias campanhas de desmonetização que visavam cancelar marcas e retirar apoio financeiro de meios de comunicação alinhados ao ex-presidente. Essas ações revelam o consumo como uma ferramenta política.
Entre as empresas que sofreram campanhas de boicote estão a Havan, de Luciano Hang, e a Riachuelo, de Flávio Rocha, além de redes de restaurantes como Madero e Coco Bambu, e academias como Smart Fit e Bio Ritmo. Mobilizações nas redes sociais, como a promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), incentivaram consumidores a evitarem marcas que apoiavam o governo Bolsonaro.
O grupo Sleeping Giants Brasil (SGB) se destacou ao pressionar anunciantes para desmonetizar veículos conservadores. Em 2020, sua campanha contra a Gazeta do Povo resultou na retirada de 13 anunciantes após o jornal manter o colunista Rodrigo Constantino. O movimento também se dirigiu à Jovem Pan e à plataforma X (antigo Twitter), gerando controvérsias sobre o impacto na liberdade econômica.
Documentos revelaram que o Sleeping Giants Brasil recebeu cerca de R$ 2,4 milhões em financiamento de fundações internacionais entre 2022 e 2023, incluindo a Ford Foundation e a Open Society Foundations, de George Soros. Esse suporte financeiro levantou questionamentos sobre a imparcialidade e os objetivos políticos do grupo.
Em 2023, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou apoio à escolha de consumo baseado em ideologia durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Ele destacou que não compraria produtos de empresas que não compartilhassem de suas visões políticas, mencionando que muitos brasileiros já estavam adotando essa postura em relação ao consumo com marcas que apoiaram o governo Bolsonaro.
Essas iniciativas demonstram como o consumo tem sido utilizado como uma forma de protesto e uma ferramenta de pressão política no cenário atual brasileiro.
Fonte: Gazeta Do Povo.









