O senador Flávio Bolsonaro chegou a Miami nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, após uma complicada viagem que incluiu deslocamentos rodoviários até a Argentina e escalas aéreas. A saída do Brasil acontece logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes e proibir sua saída do país em meio a investigações sobre movimentações financeiras suspeitas.
O trajeto começou em Brasília com uma parada em Foz do Iguaçu, onde Flávio cruzou a fronteira para Puerto Iguazú, na Argentina, em uma van de turismo. No aeroporto argentino, um voo o aguardava para seguir a Guayaquil, no Equador, onde permaneceu por pouco tempo antes de partir para Miami. A jornada foi amplamente coberta por veículos de imprensa argentinos e seu voo foi um dos mais monitorados globalmente nas plataformas de rastreamento aéreo.
A defesa do senador, representada pelo advogado Tracy Reinaldet, afirmou que uma reunião ocorreu na segunda-feira, 26, com a participação de aliados políticos, incluindo o governador Tarcísio de Freitas e o senador eleito Guilherme Derrite. Segundo Reinaldet, a discussão foi sobre a intimação da Polícia Federal para a entrega dos passaportes, e a saída do país não foi mencionada, surpreendendo os presentes.
As investigações que motivaram as restrições do STF concentram-se em supostas relações financeiras entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Relatórios da Polícia Federal indicaram que uma conta de Tomaz poderia estar sendo utilizada para movimentações de recursos de Flávio. Contudo, o banco Santander esclareceu que o senador nunca foi titular da conta em questão e não há evidências de transferências a seu favor. Apesar disso, Alexandre de Moraes decidiu manter as restrições severas, incluindo o bloqueio dos passaportes.
A defesa questiona também a forma como o caso chegou ao STF, argumentando que, devido ao foro privilegiado de Flávio, o juiz de primeira instância deveria ter encaminhado a questão. Alegam ainda que houve um erro na distribuição do processo, que, por estar vinculado a uma investigação sobre fraudes no INSS, deveria ter sido direcionado ao ministro André Mendonça, mas acabou sob a relatoria de Moraes, que tomou decisões sem consultar a Procuradoria-Geral da República.
Para mais informações sobre o caso e suas repercussões, continue acompanhando nossas atualizações.
Fonte: Gazeta Do Povo.









