O Ministério Público de São Paulo (MPSP) iniciou um inquérito para investigar declarações do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP). As falas foram proferidas durante uma entrevista à rádio Jovem Pan, no dia 6 de outubro, e estão sendo analisadas por possíveis crimes de injúria e discriminação.
Pavanato afirmou que sua bancada estaria disposta a combater a “ideologia hegemônica” e que colocaria a minoria “no devido lugar”. Ele declarou: “Temos uma bancada forte para enfrentar a ideologia hegemônica de vocês. Vocês são a minoria, e como minoria a gente vai colocar vocês no devido lugar.”
O MPSP considera que essas declarações podem configurar um discurso de ódio direcionado a grupos sociais, o que poderia resultar em responsabilização civil, eleitoral ou penal.
A defesa do deputado contesta a imparcialidade do promotor responsável pelo caso, Ricardo Manuel Castro, alegando que ele possui viés ideológico à esquerda, o que comprometeria sua atuação. A assessoria de Pavanato também informou que uma representação foi apresentada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para investigar o promotor por suposta perseguição política e vazamento de documentos.
Além de Pavanato, o MP também acionou a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), que é acusada de transfobia contra a parlamentar trans Erika Hilton, do Psol. Campopiano questionou Hilton em redes sociais sobre sua identidade de gênero, o que resultou em um pedido de indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos e retratação pública.
Esses casos refletem um momento de tensão no cenário político brasileiro, onde as declarações e ações de políticos têm gerado debates acalorados sobre direitos das minorias e a liberdade de expressão.
Fonte: Revista Oeste.









