O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a condenação do pastor Silas Malafaia, obrigando-o a pagar R$ 25 mil em indenização por danos morais ao influenciador Felipe Neto. A decisão, proferida recentemente, ainda permite que a defesa de Malafaia recorra da sentença.
O caso se originou em 2019, durante uma polêmica relacionada à retirada de uma história em quadrinhos da Bienal do Livro do Rio, onde dois personagens masculinos se beijavam. Na época, o então prefeito Marcelo Crivella ordenou o recolhimento da publicação, gerando reações. Felipe Neto, por sua vez, comprou todos os exemplares disponíveis e anunciou sua distribuição gratuita, criticando a ação como uma forma de censura.
As críticas de Malafaia a Felipe Neto foram intensas. Em vídeos, o pastor o chamou de “bandido” e “canalha”, alegando que ele deveria ser preso por promover a distribuição da revista. Em outra declaração, Malafaia afirmou que Neto “perverte as crianças e adolescentes” com seu conteúdo.
Em resposta, Felipe Neto ajuizou uma ação judicial, argumentando que as declarações de Malafaia extrapolaram o limite da crítica e feriram sua honra. O influenciador alegou que o pastor incitou o ódio contra ele e o acusou de crimes que não cometeu.
A defesa de Malafaia sustentou que suas falas estavam inseridas em um debate público sobre educação e valores culturais, e que não havia intenção de ofender o influenciador pessoalmente.
A primeira condenação foi decidida em fevereiro deste ano, e apesar do recurso apresentado, o Tribunal de Justiça manteve a decisão anterior. O advogado de Malafaia, Jorge Vacite Neto, afirmou que o processo ainda está em andamento e que novos recursos podem ser apresentados.
O caso reflete um debate mais amplo sobre os limites da liberdade de expressão e a proteção da honra, especialmente em discussões que envolvem religião e comportamento nas redes sociais.
Fonte: Folha Gospel.









