A Justiça Eleitoral decidiu que a Rede Globo não é obrigada a convidar Renan Santos, do partido Missão, para o debate entre candidatos à presidência que ocorrerá nesta quinta-feira, 1º. A determinação foi anunciada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
A decisão surgiu a partir de uma ação judicial apresentada pelo partido. O Missão argumentou que Renan já participou de outras entrevistas no Grupo Globo, incluindo uma no Jornal Nacional no dia 26 de agosto, além de uma sabatina no portal g1 e na GloboNews.
Em sua análise, Nunes Marques reconheceu a relevância das alegações do Missão, mas esclareceu que não poderia impor à emissora um convite que não está previsto legalmente. O TSE exige que apenas candidatos de partidos ou coligações com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional sejam convidados para debates. Atualmente, o Missão conta com apenas um deputado federal, Kim Kataguiri.
O ministro ressaltou que a Justiça Eleitoral não garante a participação automática dos candidatos, deixando a critério da emissora a decisão de quem convidar. “Embora Renan Santos preencha o parâmetro previsto na ata para eventual convite, não há comprovação de que a Globo tenha exercido essa faculdade”, afirmou Nunes Marques.
Após a decisão, Renan Santos publicou um vídeo em suas redes sociais atacando o ministro, afirmando que Nunes Marques deveria estar “na cadeia” e insinuando sua ligação com o caso do Banco Master. Santos também criticou a decisão que beneficiou outro candidato, Romeu Zema, do Novo, que possui mais representação no Congresso.
Sem a presença de Renan, o debate contará com outros candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Zema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também optou por não participar do evento.
Fonte: Revista Oeste.









