A reverenda Flourish Klink, uma sacerdotisa episcopal de Nova York, gerou uma grande controvérsia após um vídeo de seu sermão viralizar nas redes sociais. Durante uma cerimônia na Catedral de São João Divino, realizada em 21 de março de 2026, Klink afirmou que Deus não é binário e que Jesus Cristo pode ser considerado transgênero.
“Deus não é binário”, declarou Klink, que se identifica como não binário e transgênero. O vídeo, que já ultrapassou 7 milhões de visualizações, traz trechos de sua homilia onde a sacerdotisa explora a ideia de que a atribuição de gênero a Jesus foi inadequada.
Klink argumentou que, ao nascer como humano, Jesus foi identificado como menino, mas que, assim como as pessoas trans, essa categorização não se adequa à verdadeira identidade divina. “Deus transcende a distinção entre menino e menina”, disse ela, sugerindo que a compreensão de gênero deve ser reavaliada.
A reverenda também mencionou que, após a ressurreição, Jesus pode ter “transicionado” para um estado que vai além das definições de gênero tradicionais. “Eu acredito que Jesus ressuscitou como seu verdadeiro eu, que transcende o masculino e o feminino”, concluiu Klink, que possui mestrado em divindade pelo Union Theological Seminary.
Reações negativas surgiram rapidamente. A Comunidade Episcopal publicou uma nota afirmando que Maria, mãe de Jesus, foi informada de que o filho seria do sexo masculino, citando Lucas 1:30-31. Além disso, figuras religiosas como o bispo missionário Ceirion H. Dewar criticaram as afirmações de Klink, alegando que elas distorcem a figura de Cristo e podem prejudicar aqueles que lutam com questões de gênero.
O debate se intensificou, especialmente em um contexto onde outras declarações controversas de líderes religiosos têm sido feitas sobre questões de gênero. Em um caso semelhante, uma sacerdotisa episcopal também chamou a atenção ao afirmar que um eunuco mencionado na Bíblia poderia ser interpretado como um apóstolo de gênero ambíguo.
A discussão sobre a identidade de gênero e a interpretação religiosa continua a polarizar opiniões, refletindo tensões contemporâneas entre tradições religiosas e novas compreensões sociais sobre gênero.
Fonte: Folha Gospel.









