O vereador de São Paulo, Lucas Pavanato (PL), apresentou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a cantora Luísa Sonza, alegando que a artista realizou um “showmício dissimulado” em favor do ex-presidente Lula (PT) durante sua apresentação no festival Tropicadelia, em Londrina, Paraná, no último sábado, 26 de setembro.
Na petição, Pavanato afirma que Luísa interrompeu seu show da turnê “Brutal Paraíso” para convocar o público a votar em Lula, citando explicitamente: “Dia 4 de outubro não esqueçam, é LULA 13!”. A denúncia se baseia em uma reportagem do portal Poder360, publicada em 27 de setembro, que traz detalhes sobre o ocorrido.
A defesa de Pavanato argumenta que a declaração da cantora se encaixa nas chamadas “palavras mágicas” da jurisprudência do TSE, que se referem a expressões que configuram um pedido explícito de voto. Segundo a representação, a fala contém três elementos essenciais: a data da eleição, uma exortação imperativa e a menção ao candidato com o número correspondente.
Além disso, a petição menciona que Luísa Sonza usou toalhas e adereços com imagens do candidato durante o show, caracterizando uma irregularidade em termos de propaganda eleitoral.
O vereador solicitou uma liminar para que a artista seja impedida de fazer novos pedidos de voto em suas apresentações até o final do pleito de 2026. Ele pede também uma multa de R$ 100 mil para cada evento em que houver descumprimento da ordem, além de requerer que Luísa retire de suas redes sociais quaisquer gravações do show que contenham a declaração sobre Lula.
A fundamentação da representação se apoia na Lei 9.504/1997, que proíbe showmícios e eventos semelhantes para promoção de candidatos. O texto ressalta que a proibição é ainda mais pertinente em eventos presenciais, a fim de evitar que a influência de artistas comprometa o processo eleitoral.
A ação foi assinada pelo advogado Roberto Beijato Junior e o valor da causa é estimado em R$ 50 mil.
Fonte: Revista Oeste.









