O ex-deputado Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná pelo partido Novo, retornou ao Instagram neste domingo, dia 27, após uma decisão judicial que reativou seu perfil. No entanto, ele revelou em um vídeo que está há oito dias proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de realizar qualquer ato de campanha.
“Eu continuo candidato ao Senado pelo Paraná”, afirmou Deltan. “Meu nome estará na urna no dia 4 de outubro, mas estou impedido pelo TSE de fazer atos de campanha,” completou.
Na última quinta-feira, dia 24, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) ordenou que Dallagnol desativasse seu perfil ou removesse a propaganda eleitoral em até 24 horas, uma vez que ele descumpriu uma ordem anterior do TSE que suspendia suas atividades de campanha.
A desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani argumentou que, ao manter o perfil com conteúdo de campanha, Deltan estava violando a decisão judicial, uma vez que estava proibido de fazer campanha “por qualquer meio”. A intimação sobre essa suspensão ocorreu em 19 de setembro, mesmo dia em que a liminar foi concedida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques.
Os atos de campanha de Deltan permanecem suspensos até que haja um julgamento definitivo do recurso referente à decisão do TRE-PR que aprovou seu registro. A liminar foi confirmada por 5 votos a 2. Os partidos que contestam seu registro afirmam que ele ainda é inelegível devido à cassação de seu mandato de deputado federal em 2023.
Apesar das restrições, Deltan afirmou que continua liderando as pesquisas eleitorais ao lado de Felipe Barros (PL). “O Paraná está enviando uma mensagem clara nessas pesquisas. Quer dois senadores comprometidos em lutar contra a censura e em defesa das liberdades,” declarou.
O TRE-PR também identificou uma “campanha substitutiva” promovida por aliados de Deltan após a suspensão imposta pelo TSE. O tribunal ordenou a remoção de posts e notificou a Corte superior sobre essa movimentação.
Fonte: Revista Oeste.









