Uma nova pesquisa da Harris Poll revela que a Geração Z, composta por jovens de 18 a 29 anos, é a mais propensa a se identificar como religiosa em comparação com gerações mais velhas nos Estados Unidos. O estudo, realizado entre 1º e 4 de julho, entrevistou 2.136 adultos e destacou que 33% dos entrevistados da Geração Z se consideram religiosos.
Em contraste, apenas 22% da Geração X, 19% dos millennials e 18% dos baby boomers se identificaram da mesma forma. O levantamento também mostrou que 19% da Geração Z se vê como “nem religiosa nem espiritual”, percentual que é inferior ao de outras gerações.
Libby Rodney, diretora de estratégia da Harris Poll, comentou que, apesar de a Geração Z se autodenominar a mais religiosa, sua prática espiritual é diversificada. “Eles estão combinando tudo: igreja aos domingos, manifestação nas quartas e tarô às sextas”, afirmou. Isso mostra uma abordagem flexível em relação à fé, diferente de gerações anteriores.
Além disso, 54% da Geração Z relatou ter lido escrituras ou textos religiosos nos últimos 12 meses, acompanhados por 53% dos millennials. O envolvimento em serviços religiosos também é expressivo, com 49% da Geração Z participando regularmente, em comparação a 44% dos millennials e 43% da Geração X.
Por outro lado, os baby boomers lideram em orações, com 75% afirmando orar regularmente, seguido por 72% da Geração X, 67% da Geração Z e 65% dos millennials. Um dado notável é que 88% da Geração Z se engaja em pelo menos uma atividade espiritual, como meditação ou astrologia.
Outro aspecto interessante da pesquisa é que 60% da Geração Z se sente parte de mais comunidades presenciais do que antes, expressando um desejo de pertencimento a grupos reais, como clubes e comunidades religiosas. Curiosamente, os dados da pesquisa da Harris Poll contrastam com outras análises, como a do Grupo Barna, que revelou que quase 40% das mulheres da Geração Z se identificam como ateias ou agnósticas.
Esses resultados levantam questões sobre a religiosidade e as práticas espirituais da Geração Z, que desafiam a suposição de que os jovens estão se afastando da fé tradicional.
Fonte: Folha Gospel.









